Estou pensando aqui quando as pessoas escreviam cartas e levavam semanas e acho que até meses, dependendo do destino. As distancias eram quase intransponiveis.
Do desejo de se ter algo importado do país vizinho ou do que esta do outro lado mundo: uma renda ou perfumes franceses, um chocolate suico, ou um terno italiano, de corte elegante e caimento impecavel.
Hoje, tudo é possível, está ao alcance das maos (nem sempre do bolso), basta ir na loja mais próxima, esperar uma encomenda de um parente ou amigo(seja presente ou nao) que mora em outro cantinho do planeta ou simplesmente dar um click no site de sua loja virtual preferida.Entao o que pertencia exclusivamente a outra cultura, agora se mistura, se agrega a outra e se eles usam eu também "posso" ou quero usar, nao é mesmo?
Mas também tem o outro lado da viagem né? Quando alguém precisava viajar por trabalho, necessidade ou simplesmente escolha pessoal. E a saudades do café, do tempero, da comida típica?
Bom, creio eu que foi ai que surgiram as primeira lojas de importados, alguém deve ter tido a grande sacada vendo o aumento de estrangeiros em seu amável lugar e por que nao ganhar um troquinho nao é mesmo? E fazer a felicidade de quem nao tinha o gostinho de sua origem servido no prato? E os famosos mascastes?Suas encantadoras ou nao, mercadorias e as últimas velhas novidades?
Pois bem, gracas a esse primeiro alguém que teve essa ideia e propagou, hoje pela manha (e em outras também) o café da manha aqui em casa foi cuscuz, legitamente brasileiro, simmm, cuscuz com manteiga, a moda da paraibana aqui. E enquanto marido e eu saboreavamos tranquilamente cuscuz quentinho com manteiga e um cafezinho, a neve caia lá fora, sem pressa e tranquila, só esperando o sol chegar, pra ela se derreter igual a manteiga no cuscuz!
E senhora neve caia suave e sem pressa |
Proporcionando uma bela paisagem |
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